Não tenho segredos, e sim eu “escrevo”, gosto de
escrever, se é certo ou errado, se tem erros na escrita ou não...
Sinceramente não me importa, a única coisa que me acalma
e me permite extravasar é escrevendo.
Escrevo muito e leio muito, ler me permite por vezes
esquecer da minha vivencia e em momentos viver realidades de ficção, memórias
ou realidades que eu não vivi, mas me enriquecem e estimulam para o bem.
É certo que sempre deixamos de falar algo, ou não
contamos tudo para todas as pessoas, mas eu de forma particular, tenho o
coração livre e a mente serena, pois não tenho mentiras nem segredos, os erros
que cometi e as coisas “ruins” que já fiz ou me aconteceram as pessoas próximas
ou envolvidas ficaram sabendo, eu falei, eu contei e eu me desculpei, me esforcei,
e até mesmo se houve punição de Deus para isso, acredite já aconteceu e eu me
redimi.
As coisas boas que fiz, bem essas não precisa sair
contando e detalhando, as mesmas pessoas que viveram junto e estiveram do lado
viram, e se não valorizaram, bem são as pessoas e não eu.
Encerro esse ano de 2015, sabendo que as pessoas não se
importam com os seus erros, e elas não tem o menor interesse em corrigir e se
desculpar.
Na verdade 2014 e 2015, foram os anos complicados, não
digo sofridos afinal não tive mortes próximas e dor mesmo no meu pensar é
morte, mas foram dois anos que sentimentalmente eu pude observar e sentir na
pele a maldade e a frieza das pessoas.
Em 2014 aprendi e reconheci que em toda a minha vida 98% das
pessoas que se aproximaram de mim, foi por algum tipo de interesse. Porque era
conveniente para elas estar do meu lado, pela parte de estabilidade,
financeira, trabalho e até mesmo pelos sentimentos. Nada era verdadeiro, era
puro interesse.
OUVI COISAS QUE NUNCA VOU ME ESQUECER, e que doeram, quando
me disseram assim;
- Na verdade olho para você e não vejo nada,
- Me enjoei de estar perto de você,
- Você não pode fazer mais nada de bom para mim,
- A sua aparência não é legal em comparação aos amigos
que eu tenho hoje,
- Você tem mais de 30 anos e viveu ajudando tanta gente e
a sua família e hoje continua pobre e sem nada e eu não posso ficar vivendo
perto de gente pobre que nem você,
- Eu tenho pena de você,
- Se enxergue hoje eu sou uma pessoa muito acima de você,
- Do que adianta você ser formado e ser gerente de uma
grande empresa sendo que você quando precisam até limpar banheiro para ajudar
os outros isso é se rebaixar,
- Não se esqueça do que estou fazendo por você (na
verdade eu abri mão de um valor X por menos da metade do valor, por sentir ser
honesto da minha parte e querer ajudar, e depois ainda ficaram falando o quanto
me ajudaram, sem falar que ainda ficou um monte de coisa, mas ah deixa para lá),
- Estipulei que em alguns minutos do dia, você terá a
oportunidade de estar do meu lado
- Sem você eu teria tido absolutamente tudo o que tive na
vida, se não fosse você qualquer outro teria feito qualquer coisa que eu
pedisse.
E quando as coisas que eu sinto são desconsideras, pois
parece que o que eu sinto não importa nem tem valor, tenho que sentir, gostar e
querer o que as pessoas querem que eu goste, sinta e queira.
Em 2015, todas essas pessoas eu observei durante um ano
inteiro, mais as pessoas que a vida me colocou na frente, e realmente 98% das
pessoas, não se importam, são egoístas, não valorizam e acima de tudo, não tem
a capacidade humana de reconhecer ou se arrepender dos seus erros.
Não sei se foi a criação dessas pessoas, a cultura de
cada uma delas, se isso é natural de cada uma, mas é uma frieza e um senso de
oportunismo muito grande, vivem com essas filosofias: “ Até onde tenho vantagens com você”, “O que
eu ganho com você”, “Até que momento você me é útil”, “Até onde será oportuno
usar essa pessoa”, “Não é mais que a obrigação das pessoas viverem para me
satisfazer”, “Só importa o que eu quero”.
Sabe o pior de tudo, eu vivi, senti tudo isso e sou tão
idiota que ainda fico do lado (CLARO QUANDO AS PESSOAS PRECISAM OU NOS MOMENTOS
QUE ELAS PROCURAM POR QUEREM ALGO)
Ainda assim eu estou lá, pronto para ajudar, ouvir,
correr atrás ou simplesmente ficar ali em silencio ouvindo as coisas erradas
que as pessoas pensam, sentem e nunca desistindo de tentar mudar as coisas.
Mas sério queria deixar de ser assim, por enquanto eu
ainda não consigo, e não sei é certo querer deixar de tentar ajudar essas
pessoas, mesmo que elas não saibam e não sintam, a presença de pessoas como eu
e mais esses 2% na vida delas é essencial para que continuem vivas.
Pense e avalie da forma que quiser, todos temos um
sentimento e uma avaliação individual e diferente do outro, essa é a minha
maneira.
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