terça-feira, 5 de novembro de 2013

Fiz do mundo meu palco

Eu fiz do mundo o meu palco.
Onde escolho as cenas que vou viver, não quero atuar!
Sou um artista da realidade: vivo, interpreto e transmito meus sentimentos.
Alguns dias, eu não digo nada, vivo a modalidade “mudo”, por ventura em algumas cenas e de forma estratégica me mantenho como um figurante, atento ao que acontece a minha volta, sou uma platéia encenando a cena, um expectador atencioso aos detalhes de tudo aquilo que se vê do lado de dentro do palco.
Mas, na grande freqüência, e me faz ser satisfatório, me alegra, me encanta, me fascina: ser o principal protagonista.
Não quero encenar, não quero fingir.
Vivo a realidade, o sentimento dentro do meu palco.
Devo estar bem, aparentar estar bem!
Devo perceber com a sensibilidade dos fatos, acontecimentos acima de tudo dos atos.
O mundo é o meu palco, nasci para ele e faz parte de quem sou, saber fazer as amarrações corretas, saber distinguir. Se por momentos pensar em deixar pra lá, esquecer até, meu cérebro não deixa. Acusa em minha face e em meus gestos sinais em forma de afirmação, que estou enganando a mim mesmo.
No meu palco, não existe espaço para atuação, apenas para a verdade.
Meu palco é o mundo, a dramaturgia que me foi apresentada é a história de “a que vim à esta vida”.

Vim para estar neste palco, dele eu não posso fugir, menos ainda deixar de ser quem sou.
Geizom Sokacheski

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